Until I Wake Up. Dishwalla. "Nada se move, e estou satisfeito. Nenhum desapontamento, até que eu acorde. Não quero acordar." Está aí uma sensação estranha. Eu, pelo menos, não consigo definí-la claramente. Mergulhamos em um mar de sonhos e planos, estamos nos afogando nele, mas ainda assim não queremos sair dele. Por que? Simples. Fora desse mar a vida é pior, pelo menos em um primeiro instante. Confuso? Sim. Muito confuso. Quando estamos sonhando, fazendo planos, viajando na maionese, somos absorvidos pelas sensações que eles provocam. A sensação do que pode acontecer se tais sonhos se realizarem, você fazendo o que quer, fazendo o que gosta, nada te impedindo, nenhum problema para atrapalhar. Tudo oníricamente. Mas, durante esse período de 'viagem', é como se tudo fosse real. Realmente passamos por aquilo, vivemos aquilo. Experimentamos tudo, nos alteramos, nos emocionamos, queremos mais. Daí que vem a frustração. Enquanto estamos imersos nos sonhos, estamos satisfeitos. Mas quando acordamos pra vida real, ah tristeza! Surgem os empecilhos, os obstáculos, as impossibilidades, mesmo que momentâneas... E vem a vontade de nunca acordar. De entrar em um mundo paralelo e não sair mais dele. Não existe sonho mau. É a vida perfeita. Mas é exatamente nesse ponto que devemos reagir. Reagir contra o desânimo. Não existe sonho impossível. Não no patamar de sonhos que gostamos de passar um tempo diário mergulhados, como se fosse sagrado. Para não sentir mais a tal frustração, nada melhor que correr atrás do que desejamos tanto. Não é saudável preferir o onirismo à realidade. Afinal, não somos Alices. E qual a graça da vida sem os desafios que ela nos propõe? Então, vamos à luta!
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