"My friend don't go out The same way you did the last time You'll break when you fall Don't make the same mistakes you did all over You've got to believe in yourself this time."
This Time, de novo. 3 Doors Down, de novo. "Meu amigo, não fuja do mesmo jeito que você fez da última vez. Você irá se quebrar quando você cair. Não cometa os mesmo erros que você cometeu inúmeras vezes. Você tem que acreditar em você mesmo dessa vez."
É incrível a capacidade do ser humano para insistir em velhos erros. Na grande maioria das vezes, está ciente do que faz. Comete o erro basicamente por comodismo. É mais fácil 'tentar de novo' que buscar algo novo, mesmo sabendo que não vai sobrepujar o tal erro.
Um erro sempre é um erro. E não se dá segunda chance a um erro, não é mesmo? Pergunta difícil, eu sei. Geralmente o erro é expansivo. Se alastra e se infiltra por todos os lados da sua vida. Até chegar a um ponto em que você parece uma árvore dominada por uma planta parasita. Você não vai conseguir extirpar a parasita sem causar danos grandes, até mesmo irreversíveis ou letais, à hospedeira.
Então, cabem aqui outras perguntas. Compensa insistir no erro e privar a árvore de uma vida plena e livre, onde tudo que ela consegue é única e exclusivamente dela? Não é melhor uma árvore 'aleijada', mas saudável, que uma árvore aparentemente completa, mas sempre debilitada? Por que, ao invés de se arriscar no erro de sempre, não se arriscar fora dele? Mesmo que caia em outro erro, a breve sensação de novos ares não compensa?
Não me considero o dono da razão. Mas acho uma boa idéia ouvir seu coração. Ele sempre sabe quando é um erro, porque ele sofre. Mesmo nossa mente insistindo, o coração se retrai, busca se defender. Então, seja seu coração e confie em si mesmo. Se a luz vermelha de alerta acender, tome cuidado. Não vá se machucar a toa. Se os ferimentos forem inevitáveis, por Deus, não volte pelo mesmo caminho! Cicatrizes são ótimas conselheiras, mas é bem melhor não precisar ouví-las.
Para encerrar, uma citação. Não me lembro o autor: "Errar é humano. Mas ao gastar a borracha mais rápido que o lápis, você está, positivamente, exagerando."
"I'm very sure This never happened to me before I met you and now I'm sure This never happened before."
This Never Happened Before. Paul McCartney. "Eu estou muito certo, isso nunca me aconteceu antes. Eu te encontrei e agora estou certo, isso nunca aconteceu antes."
Quantas vezes falamos isso na vida? São muitas primeiras vezes, não é? Desde o primeiro choro quando nascemos, fruto do primeiro ar que respiramos, passando pelos primeiros passos, as primeiras palavras, o primeiro chocolate (sim oras!), o primeiro dia de aula, que deve ser nossa primeira sensação de impotência...
Aí chega a primeira paixãozinha! A princípio, estranhamos. Não aceitamos. Onde já se viu? Garotas são esquisitas (e vice-versa)! Não tem lógica ela provocar a mesma sensação que tenho quando vejo aquele brinquedo que quero tanto! Então, a partir daquele momento, não há mais volta. Não vivemos sem as garotas irritantes, chatas e estranhas. Surgem os olhares, os primórdios de um flerte, o friozinho na barriga...
E crescemos assim. A cada garota especial, experimentamos novas e deliciosas sensações. Coisas que nunca nos aconteceram antes.
Nunca um sentimento aflora da mesma maneira que os anteriores. É impossível. Mesmo que você seja um obcecado e busque sempre o mesmo padrão, cada flecha do cupido é única. Antes que falem que isto é justificativa para lábia de cafajeste, não, não é. Aproveitadores sempre vão existir. Mas este não é o caso. Uma paixão nunca será igual a outra. E ser diferente não tem nada a ver com ser maior ou menor.
Desde o lugar do primeiro encontro, a ocasião, o primeiro contato, primeiro 'olhar diferente', primeiro sorriso... Tudo conspira para que, não importa quantas paixões tenhamos, sempre vamos jurar: "Eu nunca senti isso por alguém antes."
This Time. 3 Doors Down. "Essa vida é sua taça. Então beba-a, eu digo."
Se sua vida fosse uma bebida, como seria? Doce? Ácida? Amarga? Alcoólica? Água? Sim, água. Porque, teoricamente, água não tem teor ou gosto definido.
Eis que surge mais uma dúvida. A vida é uma taça única de bebida infinita ou um grande bar onde um garçom, geralmente sádico, lhe serve o que bem entende, sem perguntar se você gosta ou não?
Eu, particularmente, prefiro a segunda hipótese. Mesmo com o garçom sádico. Porque ninguém merece passar a vida toda bebendo chá de boldo.
"It's easier to leave than to be left behind Leaving was never my proud."
Leaving New York. R.E.M. "É mais fácil deixar que ser deixado. Deixar nunca me deu orgulho."
Poderia nem falar muito a respeito, não é mesmo? Ninguém gosta de ser abandonado. Abandonar é sempre menos traumático. Mas aí é que está. Perceberam que escrevi "menos traumático"? Pois é. Ninguém sai ileso. A menos que você seja um aloprado insensível. Daí este blog é um bocado de linhas em branco para ti.
Trataremos especificamente sobre deixar alguém. Não algo.
São vários os tipos de cicatrizes que ficam nos 'abandonadores'. A principal é a dúvida. Merecia mais uma chance? Daria certo um dia? No caso dos bondosos em excesso, "vai se recuperar? Vai ficar bem?". Tem os que deixam antes de ter. A esses, resta apenas aquela amarga sensação do "poderia ser". Terrível.
Estamos falando de situações onde existe alguma espécie de afeto entre as partes. Seria idiotice divagar sobre o abandono quando o que abandona nada sente pelo abandonado. Ou vice-versa.
Quando você deixa alguém sem querer deixar é pior. Geralmente é por preservação. Sua ou do outro. Este é um caso delicado, pois entram as duas situações anteriores, mais a sensação dilacerante de impotência. É o seu bem-estar (ou do outro) em jogo. E insistir em erros é bobagem. Você não tem alternativa.
Quanto aos abandonados, meus sinceros sentimentos. Nunca vai ser bom. Mesmo que represente um alívio, sentir-se deixado, largado, a ver navios, é horrível para a auto-estima.
Deixar realmente nunca será motivo para orgulho. Pode ser uma demonstração de força, mas também pode ser a maior das covardias. Afinal, ninguém poderá descobrir se a decisão foi acertada, ou não.