"Thanks for all you've done I've missed you for so long I can't believe you're gone You still live in me I feel you in the wind You guide me constantly
I've never knew what it was to be alone, no Cause you were always there for me You were always there waiting And I'll come home and I miss your face so Smiling down on me I close my eyes to see
And I know, you're a part of me And it's your song that sets me free I sing it while I feel I can't hold on I sing tonight cause it comforts me
I carry the things that remind me of you In loving memory of The one that was so true Your were as kind as you could be And even though you're gone You still mean the world to me
I've never knew what it was to be alone, no Cause you were always there for me You were always there waiting But now I come home and it's not the same, no It feels empty and alone I can't believe you're gone
(...)
I'm glad he set you free from sorrow I'll still love you more tomorrow And you will be here with me still
And what you did you did with feeling And You always found the meaning And you always will"
(...)
"Obrigado por tudo que você fez Eu senti sua falta por tanto tempo Eu não posso acreditar que você tenha ido e Você ainda vive em mim Eu sinto você no vento Você me guia constantemente
Eu nunca soube o que era estar sozinho... não Porque você sempre estava lá para mim Você estava sempre lá esperando Mas agora eu vou para casa e eu sinto falta do seu rosto Sorrindo para mim Eu fecho meus olhos para ver
E eu sei, você é uma parte de mim E esta é sua canção que me deixa livre Eu canto enquanto sentir que eu não posso mais segurar Eu canto hoje à noite porque ela me conforta
Eu levo as coisas que me fazem lembrar de você Em memória amorosa da Única que era tão real Você era tão amável quanto você podia ser E embora você tenha ido Você continua sendo como o mundo para mim
Eu nunca soube o que era estar sozinho... não Porque você sempre estava lá para mim Você estava sempre lá esperando Mas agora eu vou para casa e não é mais o mesmo, não Eu sinto ela vazia e só Eu não posso acreditar que você tenha ido
(...)
Eu estou alegre, ele deixou você livre da tristeza Eu amarei você ainda mais amanhã E você ainda estará aqui comigo
E o que você fez, você fez com sentimento E você sempre achou o significado E você sempre achará"
(...)
In Loving Memory. Alter Bridge.
Realmente, esta música não precisaria de comentários. Não mesmo. Mas eu preciso, de alguma forma, acrescentar certos pensamentos a respeito. Estou segurando esta música desde ano passado. Acho forte demais. Mas, enfim, cá estamos.
Creio ser impossível alguém nunca ter perdido alguém bastante amado. Então, qualquer um pode se identificar com a canção. Não falo apenas da perda física e definitiva, que muitos chamam de Morte. Falo também da perda do sentimento, quando alguém vai embora e leva um pedaço do seu coração pra sabe Deus onde. Em um primeiro momento, conseguimos apenas visualizar a dor intensa e questionar: por que? Não há nada de bom em perder alguém, não importa de que forma. Sim, você sente muito dor. Uma dor justa. Talvez chore muito. Justo, também. Talvez você devesse chatear-se com essa pessoa, não? Afinal, como ela ousou te causar tanto sofrimento? Certo? Não! Errado!
Pare. Acalme-se agora. Pense.
Pense no que esta pessoa representou para você enquanto esteve a seu lado. Pense em tudo o que ela te disse de bom, tudo que te fez de bom, nas vezes que te ajudou, que te ergueu quando você não tinha mais forças, que te apoiou quando ninguém mais o fez. Você não pode simplesmente macular uma história que foi bonita até onde pôde ser com um sentimento ruim e infundado. Muito pelo contrário. Sinta-se agradecido. Não perca os princípios que construíram juntos, mantenha-os guiando seus passos. Acredite: ela foi, mas te deixou um legado para o resto da vida.
Mas e a dor?
A dor é o abrigo da impotência. Não querer reagir não passa de alimento para este monstro que nos devora lentamente. Levante-se! Acredite, ela seria a primeira pessoa a te estender a mão para te erguer. Portanto, enxugue os olhos e veja quanto caminho ainda tem a trilhar pela frente.
E a solidão? Agora estou sozinho!
Vinicius de Moraes já disse: "a pior solidão é a do homem que não ama e semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre". Se você realmente amava quem você perdeu, não há motivos para se sentir só. Absorva tudo de bom que viveram juntos, faça disso um lindo vestido e vista-o. Você nunca estará sozinho se carregar esse amor contigo. Sei que a presença física faz falta. E como sei. Mas é necessário valorizar mais o que levamos por dentro. O mesmo Vinicius disse: "não é melhor a presença que a saudade. Só te amar é divino, e sentir calma".
Por fim, devemos estar felizes com a partida do ser amado. Masoquismo?? Mil vezes não! Se a pessoa que amamos foi para os braços do Pai, devemos estar felizes porque isto lhe poupou de dores e dissabores. Se a pessoa que amamos foi para outros braços, que não os teus ou do Pai, também devemos estar felizes, por que não? Afinal, ela poderá encontrar em outros braços a felicidade que não obteve nos teus. E, se realmente amamos, somos felizes com a felicidade do ser amado. Acredite que, enquanto a seu lado, tal pessoa te deu tudo o que podia oferecer de bom. Te entregou seus melhores sentimentos. Acredite que você nunca caminhará sozinho. Ela sempre estará contigo. Por mais que, no momento, tudo seja dor, ao final de tudo você perceberá que restará para sempre apenas uma linda lembrança.
Estou aqui para dar um parecer aos milhares de visitantes assíduos que nem mereço ter aqui no blog. No momento estou passando por problemas técnicos. Mudança de cidade (de novo), sem internet, ainda tentando administrar o tempo que é necessário dispender entre trabalho/faculdade/dono-de-casa e coisas do gênero... Mas creio que semana que vem já posso voltar com mais divagações.
"Yes I understand That every life must end As we sit alone I know someday we must go
Oh I'm a lucky man To count in both hands The ones I love
Some folks just have one Yeah, others they got none (...) Did I say that I need you? Did I say that I want you? Oh if I didn't I'm a fool, you see (...) Hold me till I die Meet you in the other side."
Just Breathe. Pearl Jam.
"Sim, eu entendo que toda vida deve ter um fim. Enquanto sentamos sozinhos, sei que um dia devemos partir. Eu sou um homem de sorte por poder contar em ambas as mãos aqueles que amo. Algumas pessoas tem só uma, outras não tem nenhuma. Já te disse que preciso de você? Já te disse que te quero? Se eu não disse eu sou um idiota, sabe... Abrace-me até eu morrer. Te encontro do outro lado."
Toda vida tem um fim. O que define uma vida como boa ou má? Ou melhor, satisfatória ou não? O dinheiro? O sucesso profissional? A fama? Sonhos realizados? Ou apenas as pessoas que fazem parte dela?
Eu fico com a ultima opção. De nada adianta toda a glória do mundo se você não tem com quem compartilhar, ou alguém querido para te aplaudir. Ou, se você não conquistar grandes coisas, ter aqueles que sempre estarão a seu lado. A vida é feita de trocas. Se você ama alguém, vai doar o seu melhor a tal pessoa. E receberá o melhor dela também, criando um círculo do qual ninguém nunca quer sair.
Não acredito em vida sem amor. Quem não ama, não vive. Ame alguém. Entregue-se a alguém. Desamarre seu coração. Se não amar muitos, ame pelo menos um. E, se conseguir tal feito, declare esse amor, viva-o por completo. Não estou falando apenas do amor entre dois amantes. Falo do amor no geral. Ame seus pais, seus irmãos, ame seus amigos. E, mais importante, faço-os saber disso.
Não deixe para demonstrar seu amor quando for tarde demais. O que aquece o amor é o próprio amor. Muitas pessoas dizem que "eu te amo não é bom dia". Mas vale muito mais a pena um 'eu te amo' diário que um 'eu te amo' dito tardiamente.
Por isso, não esconda ou limite seus sentimentos. Não perca a chance de ter uma vida melhor. Assim, você sempre estará cercado por seus amores, que farão cada dia seu um dia único e especial. E, no fim definitivo, estarão a seu lado, segurando suas mãos e dizendo: "Está tudo bem. Estaremos sempre juntos."
"That love could kill the pain Truth is never vain It turns strangers into lovers And enemies to brothers Just say you understand I never had this planned."
Without You Here. The Goo Goo Dolls. "Que o amor poderia matar a dor, a verdade nunca é em vão. Torna estranhos em amantes e inimigos em irmãos. Apenas diga que entende, eu nunca planejei isso."
Antes de tudo, precisamos de um consenso, mesmo que temporário, em relação à definição de amor no contexto da canção. Pois que seja definido como toda forma de carinho, compaixão, atenção, paixão, amizade, desejo. É tudo do amor. Ele rege toda esta orquestra de sentimentos. E o amor, ou Amor, é poderoso. Tão poderoso que ele nunca pede licença para entrar em nossas vidas.
Sempre que estamos em uma situação difícil, dura, ele aparece. Seja no mínimo e mágico gesto de um sorriso ou em um novo anjo que surge do nada para te apoiar. O amor não pede permissão para te dar presentes assim. Ele vem das mais diversas e inusitadas direções, mesmo das mais improváveis ou outrora impossíveis.
Assim, não é raro aquela pessoa que te odiava tempos atrás tornar-se sua melhor companhia pelo resto da vida. Ou você se apaixonar por um completo desconhecido e descobrir, com o tempo, que é sua alma gêmea. São acontecimentos imprevisíveis. E impossíveis de possuir um planejamento prévio. Simplesmente acontecem, sem explicação. Mas sempre com razão. O amor não surge por acaso.
Quando juramos que não temos culpa, que nunca projetamos, que nem passava pela nossa cabeça, acredite. É verdade. Somos apenas vítimas de mais uma peça pregada pelo danado do Amor...
"You say you care for me But hide it well How can you love someone And not yourself?
And who is gonna save you When I'm gone? And who'll watch over you When I'm gone? (...) You long to hear my voice But I'm long gone."
Watch Over You. Alter Bridge. E esta merece clipe e tudo mais. Música do ano, juntamente com Blackbird. "Você diz que se importa comigo, mas esconde isso bem. Como você pode amar alguém e não a si mesmo? E que irá te salvar quando eu me for? E quem irá cuidar de você quando eu me for? Você deseja ouvir minha voz, Mas eu parti há muito tempo."
Temos várias questões nestes trechos. Nenhuma delas agradável. São situações que, na minha opinião, nunca deveríamos vivenciar. Mas elas estão aí. A cada novo relacionamento, ali estão as garras da dúvida, da indiferença, da incompreensão, do medo da perda.
Quantas vezes recebemos juras de amor nas mais diversas intensidades, votos de fidelidade eterna, e tudo mais que gostamos de ouvir. Mas, quando parte para a esfera prática, não é bem isso que ganhamos. Estamos sendo enganados ou nos enganando?
Basicamente o que falta é a sinceridade de sentimentos. Se você diz que gosta, então goste. Se diz que ama, ame. Não fale coisas assim da boca pra fora. A cobrança será inevitável posteriormente. E aí você ficará em dívida. Então, nunca manifeste seus sentimentos sem a certeza de que são verdadeiros.
"Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma." Sábias palavras de Veronica Shoffstall. Tome cuidado com isso. Por mais que você tenha boas intenções, não se prenda contra sua real vontade. Não viva a vida de outro por pena ou outra coisa que não justifique uma união. Porque você não pode amar alguém e passar por cima de seus reais sentimentos. Não existe essta de "goste de quem gosta de você". É suicídio. Ou assassinato de seus valores, de sua personalidade.
Temos, então, duas situações claras: nunca exteriorize algo que você não sente e nunca sinta algo que não te pertence. Porque isso afasta pessoas. Pessoas que realmente gostam de você e que farão falta depois. Cada pessoa é única. Por isso, devemos tratá-la com todo o cuidado que ela merece.
Por mais que você não goste como gostaria ou a outra parte necessita, é inegável que a companhia te faz bem. Não há nada melhor que estar com quem gosta da gente. Exatamente por isso, sempre seja sincero com tal pessoa. Sincero em relação a sentimentos, eu digo. Porque se você não agir assim, vai perdê-la. E vai sentir falta. Mas ela não vai voltar. E não haverá outra igual. Ninguém cuidará de você como ela. Ninguém se importará com você como ela.
"And I can see the pain in you And I can see the love in you But fighting all the demons wil take time It will take time (...) I always gonna worry about the things that could make us cold."
Angels Or Devils. Dishwalla. "E eu posso ver a dor em você. E posso ver o amor em você. Mas lutar contra todos os demônios levará tempo, isso levará tempo (...) Eu sempre me preocuparei com as coisas que podem nos tornar frios."
Eu disse uma vez que somos uma erosão invertida. Ao invés de começarmos brutos e vir algo nos limpando, começamos limpos e viramos um amontoado de coisas. A nossa personalidade realmente não passa de um amontoado de coisas que deram certo, que não deram certo, que eram pra ter dado certo, que viraram traumas e por aí vai. Não tem nada de diamante lapidado. Somos um torrão de terra feio, sujo e que não para de crescer.
Não é uma visão pessimista. Não podemos ser hipócritas e sair dizendo que a vida é brilhante. Somos guiados por aprendizados e pancadas anteriores. E, pessoalmente, não vejo nada de belo nisso. Só produz buracos, marcas, manchas, caroços e coisas do gênero. A quem tem uma vida 'diamante' linda e maravilhosa, que nunca sofreu um percalço no caminho, meus parabéns. E cai fora daqui, que não é seu lugar. Obrigado.
Pois então. Não acredito em lapidação. Acredito em acúmulo, alteração. Porque nada vai embora. Se vai, deixa marcas. E vamos nos modificando, adaptando. Uma amálgama de dores, risos, lições, medos. É aí que entra o assunto de hoje.
Com todos os traumas enxertados em nossa pele, nos encarando diariamente, temos como acção básica, ou instintiva, evitar novas feridas. Eu defendi este modo de levar a vida alguns posts atrás. Mas para toda regra há uma exceção. E aqui vai a nossa.
Viver sempre fugindo de fantasmas fatalmente nos jogará em um mar de gelo, onde a barca da emoção já se perdeu na neblina e a água gélida da razão nos afoga, implacável. Sim. Correr de sentimentos que outrora nos feriram inevitavelmente nos tornará frios por dentro. Abdicamos por tanto tempo das emoções que esquecemos como é sentí-las. Acostumamos com a ausência e não nos importamos mais com isso. Sei bem que não é de uma hora para outra que superamos nossos receios e traumas. Mas não devemos nos entregar a esse hábito de preferir o medo à aventura. Cedo ou tarde devemos arriscar mais uma vez. Ao menos tentar arriscar.
Porque em um mundo dominado pela indiferença, conviver com a frieza de sentimentos é, definitivamente, o fundo do poço. Nosso coração (e suas surpresas, boas ou más), é nossa única esperança de que viver pode valer a pena. Privá-lo do calor, da ansiedade, da dúvida, do medo, da alegria ou da tristeza é declarar-se morto.
Miss You Love. Silverchair. "Isso vai doer. E eu adoro a dor."
Sim. Eu amo a dor. A dor é inspiradora. Não toda espécie de dor. Como já disse em algum post anterior, não há espaços para masoquismos aqui.
A dor que falo é aquela do aperto no peito. Aquela vontade de se rasgar ao meio e jogar tudo para fora. Aquela sensação de que existe algo dentro de nós muito maior do que realmente podemos suportar. É a dor do amor difícil. A dor da saudade. A dor do 'querer e não ter'. A dor que pegamos com nossas próprias mãos e nos desesperamos se tentarem tirá-la de nós.
É a dor dos poetas. Não foi o amor por Maria que inspirou Vinicius de Morais a escrever o Soneto de Contrição. Foi a dor causada por esse amor. Não só o mestre Vinicius. Milhares e milhares de pessoas são conduzidas diariamente por essa dor sem saber.
Nós buscamos essa dor. Ou melhor, não buscamos. Ela está em todos os fatores que temos como meta de vida, em tudo que necessitamos. Seja a saudade de um amor bom, seja o nervosismo em um novo emprego, seja a ansiedade pelo nascimento de um filho... Ela é ampla, e muitos a tomam como algo indefinido. Mas eu a defino como Dor. A dor boa. A dor que faz-nos sentir vivos.
Como já cantou Johnny Rzeznik em Iris: "Sim, você sangra apenas para saber que está vivo."
"Nothing in motion, and I'm satisfied No disappointment, until I wake up Don't want to wake up."
Until I Wake Up. Dishwalla. "Nada se move, e estou satisfeito. Nenhum desapontamento, até que eu acorde. Não quero acordar."
Está aí uma sensação estranha. Eu, pelo menos, não consigo definí-la claramente. Mergulhamos em um mar de sonhos e planos, estamos nos afogando nele, mas ainda assim não queremos sair dele. Por que? Simples. Fora desse mar a vida é pior, pelo menos em um primeiro instante. Confuso? Sim. Muito confuso.
Quando estamos sonhando, fazendo planos, viajando na maionese, somos absorvidos pelas sensações que eles provocam. A sensação do que pode acontecer se tais sonhos se realizarem, você fazendo o que quer, fazendo o que gosta, nada te impedindo, nenhum problema para atrapalhar. Tudo oníricamente. Mas, durante esse período de 'viagem', é como se tudo fosse real. Realmente passamos por aquilo, vivemos aquilo. Experimentamos tudo, nos alteramos, nos emocionamos, queremos mais.
Daí que vem a frustração. Enquanto estamos imersos nos sonhos, estamos satisfeitos. Mas quando acordamos pra vida real, ah tristeza! Surgem os empecilhos, os obstáculos, as impossibilidades, mesmo que momentâneas... E vem a vontade de nunca acordar. De entrar em um mundo paralelo e não sair mais dele. Não existe sonho mau. É a vida perfeita.
Mas é exatamente nesse ponto que devemos reagir. Reagir contra o desânimo. Não existe sonho impossível. Não no patamar de sonhos que gostamos de passar um tempo diário mergulhados, como se fosse sagrado. Para não sentir mais a tal frustração, nada melhor que correr atrás do que desejamos tanto.
Não é saudável preferir o onirismo à realidade. Afinal, não somos Alices. E qual a graça da vida sem os desafios que ela nos propõe? Então, vamos à luta!
"My friend don't go out The same way you did the last time You'll break when you fall Don't make the same mistakes you did all over You've got to believe in yourself this time."
This Time, de novo. 3 Doors Down, de novo. "Meu amigo, não fuja do mesmo jeito que você fez da última vez. Você irá se quebrar quando você cair. Não cometa os mesmo erros que você cometeu inúmeras vezes. Você tem que acreditar em você mesmo dessa vez."
É incrível a capacidade do ser humano para insistir em velhos erros. Na grande maioria das vezes, está ciente do que faz. Comete o erro basicamente por comodismo. É mais fácil 'tentar de novo' que buscar algo novo, mesmo sabendo que não vai sobrepujar o tal erro.
Um erro sempre é um erro. E não se dá segunda chance a um erro, não é mesmo? Pergunta difícil, eu sei. Geralmente o erro é expansivo. Se alastra e se infiltra por todos os lados da sua vida. Até chegar a um ponto em que você parece uma árvore dominada por uma planta parasita. Você não vai conseguir extirpar a parasita sem causar danos grandes, até mesmo irreversíveis ou letais, à hospedeira.
Então, cabem aqui outras perguntas. Compensa insistir no erro e privar a árvore de uma vida plena e livre, onde tudo que ela consegue é única e exclusivamente dela? Não é melhor uma árvore 'aleijada', mas saudável, que uma árvore aparentemente completa, mas sempre debilitada? Por que, ao invés de se arriscar no erro de sempre, não se arriscar fora dele? Mesmo que caia em outro erro, a breve sensação de novos ares não compensa?
Não me considero o dono da razão. Mas acho uma boa idéia ouvir seu coração. Ele sempre sabe quando é um erro, porque ele sofre. Mesmo nossa mente insistindo, o coração se retrai, busca se defender. Então, seja seu coração e confie em si mesmo. Se a luz vermelha de alerta acender, tome cuidado. Não vá se machucar a toa. Se os ferimentos forem inevitáveis, por Deus, não volte pelo mesmo caminho! Cicatrizes são ótimas conselheiras, mas é bem melhor não precisar ouví-las.
Para encerrar, uma citação. Não me lembro o autor: "Errar é humano. Mas ao gastar a borracha mais rápido que o lápis, você está, positivamente, exagerando."
"I'm very sure This never happened to me before I met you and now I'm sure This never happened before."
This Never Happened Before. Paul McCartney. "Eu estou muito certo, isso nunca me aconteceu antes. Eu te encontrei e agora estou certo, isso nunca aconteceu antes."
Quantas vezes falamos isso na vida? São muitas primeiras vezes, não é? Desde o primeiro choro quando nascemos, fruto do primeiro ar que respiramos, passando pelos primeiros passos, as primeiras palavras, o primeiro chocolate (sim oras!), o primeiro dia de aula, que deve ser nossa primeira sensação de impotência...
Aí chega a primeira paixãozinha! A princípio, estranhamos. Não aceitamos. Onde já se viu? Garotas são esquisitas (e vice-versa)! Não tem lógica ela provocar a mesma sensação que tenho quando vejo aquele brinquedo que quero tanto! Então, a partir daquele momento, não há mais volta. Não vivemos sem as garotas irritantes, chatas e estranhas. Surgem os olhares, os primórdios de um flerte, o friozinho na barriga...
E crescemos assim. A cada garota especial, experimentamos novas e deliciosas sensações. Coisas que nunca nos aconteceram antes.
Nunca um sentimento aflora da mesma maneira que os anteriores. É impossível. Mesmo que você seja um obcecado e busque sempre o mesmo padrão, cada flecha do cupido é única. Antes que falem que isto é justificativa para lábia de cafajeste, não, não é. Aproveitadores sempre vão existir. Mas este não é o caso. Uma paixão nunca será igual a outra. E ser diferente não tem nada a ver com ser maior ou menor.
Desde o lugar do primeiro encontro, a ocasião, o primeiro contato, primeiro 'olhar diferente', primeiro sorriso... Tudo conspira para que, não importa quantas paixões tenhamos, sempre vamos jurar: "Eu nunca senti isso por alguém antes."